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SENGE INFORMA – Nº 37/2016 – PARA REFLEXÃO: QUEM PAGA A CONTA?

PARA REFLEXÃO: QUEM PAGA A CONTA?

Houve um tempo em que podíamos acreditar que, num passe de mágica, bastava mudar o governo do Brasil que os nossos males estariam resolvidos. Nossas contas estariam pagas. Nossos salários seriam colocados em patamares razoáveis. Teríamos Planos de Saúde confiável que, a baixos custos, cobririam as nossas necessidades, mesmo as crescentes com a chegada da velhice.

Não nos preocuparíamos com a aposentadoria, pois o desconto de 11% diretos, mais 20% sobre a folha de pagamento das empresas, que, afinal, acaba reduzindo nossos salários, bastaria para nos garantir um mínimo de dignidade.

Que os impostos pagos, quase os maiores do mundo, serviriam para nos garantir serviços ao menos razoáveis, estradas confortáveis e sem buracos, vida sem medo de ir à esquina, sem grades que invertem o processo social, fazendo com que os cidadãos comuns, e cumpridores de seus deveres, não tenham que ficar atrás das grades, enquanto marginais se misturam com o poder público, aflorando como peste da miséria que domina nossas cidades.

Como num passe de mágica, nossas mazelas todas se transformariam em felicidade. Estaríamos na ante-sala do paraíso. Ou, pelo menos, nos transformaríamos em cidadãos de um país um pouco mais sério.

É, este túnel em que estamos metidos parece não ter nunca uma luz em seu fim!

A sucessão de enganos, que vem de há muito tempo, apenas nos trás a desesperança. A desconfiança de que, se houver solução, ela deverá passar por uma imensa Hiroshima que possibilite um reinício a partir da terra brasilis arrasada.

Olhar pelo retrovisor, denunciando atos passados, alguns longínquos, não vai servir para buscarmos solução para o futuro nem de nossos netos, pois a corrosão de nossa sociedade é um processo contínuo de piora da qualidade social, com a população de miseráveis crescendo de forma geométrica sob o consentimento de dogmas religiosos e da oportunidade de criação de guetos, meros currais políticos, geradores de representantes que se alimentam da ignorância e da miséria.

Na medida em que as promessas políticas não são cumpridas, e o dinheiro é usado para a manutenção do poder, os juros escorchantes (os maiores do mundo) fazem a dívida pública crescer na mesma proporção das populações miseráveis, maior fica a distância entre o lugar em que estamos e a luz, se existe, no fim do túnel.

Qual a solução? Nos mantermos alheios ao processo que, por obrigação, conhecemos, nos alimentando das migalhas que escorregam pelas ventas dos tubarões que lucram com a nossa desesperança, ou com a fome da maioria?

Ou começarmos, mesmo que tarde, a nos organizar para dar um basta. Um chega descomunal que seja ouvido até nos helicópteros dos tubarões, nas torres dos banqueiros, através dos vidros blindados dos políticos  que insistimos em eleger.

Amanhã, olhe para seus filhos, e se pergunte: O que fazer? Se pergunte depois de amanhã, e depois, e depois. Até se posicionar. Até se transformar novamente em um ser humano em sua real grandeza..

Uma boa hora para nós, trabalhadores, começarmos a provar que realmente queremos mudar está se aproximando.

Por incrível que pareça este texto foi escrito a 11 anos, mas pouco mudamos, a máquina do tempo não parou, mas o descaso sócio econômico só aumentou.

Portanto, saia do seu quadrado. Desperte do seu conforto, não aponte apenas seu dedo ou sua voz em vão. Faça, planeje, participe e mude, se não serão mais 10 anos em vão.

QUEM PAGA A CONTA?

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